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A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou formalmente à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República a abertura de uma investigação rigorosa. O objetivo é apurar um suposto financiamento do governo de Donald Trump direcionado para interferir em assuntos internos e deslegitimar o Supremo Tribunal Federal.

Essa medida governamental ocorreu após uma reportagem do jornal britânico The Guardian expor que os Estados Unidos destinaram cerca de US$ 1 milhão para iniciativas focadas em campanhas contra a Suprema Corte brasileira.

Diante da proximidade com o processo eleitoral, a AGU classificou o caso como de extrema gravidade para a segurança institucional.

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O órgão reforçou que a situação acontece em meio a um histórico recente de pressões diplomáticas externas direcionadas contra os poderes da República no Brasil.

“Caso comprovado, o recebimento de capital estrangeiro para a promoção de ataques ordenados e sistemáticos à soberania nacional e ao funcionamento das instituições do Sistema de Justiça brasileiro, mediante a instrumentalização de fundos internacionais desviados de sua finalidade original de proteção aos direitos humanos, poderá revelar uma estrutura de ingerência externa em assuntos internos do Estado brasileiro”, declarou a AGU.

Contexto da denúncia internacional

A publicação do veículo de imprensa detalhou que a verba estaria atrelada ao projeto intitulado Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil. A intenção declarada seria apoiar grupos civis contrários às decisões judiciais do tribunal.

Tais recursos teriam partido do Fundo de Direitos Humanos e Democracia do Congresso norte-americano. No entanto, ainda não há confirmação se os valores foram efetivamente transferidos ou apenas empenhados.

A reportagem também recordou sanções aplicadas anteriormente contra ministros brasileiros e apontou críticas frequentes de Washington às regulamentações locais sobre plataformas digitais.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil