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Durante a principal cerimônia religiosa da padroeira do brasil realizada em Aparecida (SP), Dom Mário Antônio da Silva defendeu o desarmamento e urgência no combate à fome. O arcebispo metropolitano conduziu a missa solene nesta segunda-feira (12), atraindo autoridades e milhares de fiéis.

A celebração contou com a presença de figuras públicas, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Saúde Alexandre Padilha. O líder religioso enfatizou que a fé não condiz com a apatia diante da miséria e da violência.

“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência”, pontuou o arcebispo. Ele reforçou que o evangelho rejeita o ódio e as hostilidades entre cidadãos com opiniões divergentes.

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Debates políticos e repercussão

Em coletiva de imprensa posterior, Dom Mário comentou sobre especulações envolvendo o título da santa. Questionado se a honraria estaria em risco devido a pressões políticas, o religioso ponderou que o reconhecimento oficial é secular.

O arcebispo reconheceu a existência de movimentações nos bastidores do poder, mas descartou pessimismo. Para ele, a devoção popular permanece sólida independentemente do cenário político atual.

Fé e peregrinação

A data festiva reuniu multidões no santuário nacional. A administração local estimou que cerca de 150 mil visitantes passariam pelo templo ao longo do dia de celebrações.

Romeiros de várias regiões enfrentaram longas jornadas para pagar promessas. Histórias de superação, como a de fiéis que caminharam dias sob intempéries, marcaram a atmosfera de devoção na basílica.

FONTE/CRÉDITOS: Camila Boehm - Enviada especial a Aparecida e Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil