Partidos do Centrão adotaram uma estratégia de cautela na disputa presidencial de 2026. Mantendo distância de Flávio Bolsonaro, as legendas preservam canais com Luiz Inácio Lula da Silva e focam no Congresso Nacional.

A movimentação envolve União Brasil, PP, Republicanos e MDB. A União Progressista optou pela neutralidade na corrida presidencial, assim como Republicanos e MDB, visando a composição legislativa.

O objetivo central dessas siglas é ampliar suas bancadas de deputados e senadores. Isso garante maior poder de barganha com o futuro chefe do Executivo federal.

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Mesmo com a neutralidade nacional, acordos regionais variam bastante. A União Progressista mantém coligações tanto com o PL em dez estados quanto com o PT em quatro.

Lideranças expressam preferências individuais sem comprometer os partidos. Gilberto Kassab aponta proximidade com Lula, enquanto Ciro Nogueira declara voto pessoal em Flávio.

Para Flávio Bolsonaro, a falta de apoio formal das grandes siglas dificulta a consolidação de uma ampla coalizão nacional contra o atual presidente.

Pesquisas recentes, como as da Quaest e BTG/Nexus, mostram uma disputa acirrada no primeiro e segundo turnos entre Lula e Flávio Bolsonaro.

A experiência do governo atual reforça o valor de uma base forte. Lula precisou negociar constantemente com o centro para aprovar pautas cruciais no Legislativo.

Controlar o Congresso significa influenciar a distribuição de cargos e votações estratégicas. Para o Centrão, o Parlamento é o verdadeiro centro do poder em Brasília.

FONTE/CRÉDITOS: DM Online