Espaço para comunicar erros nesta postagem
A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família aprovou, em dezembro, uma proposta que direciona a receita líquida de nove concursos anuais de loterias de prognósticos esportivos, como a Loteca, para o Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente (FNCA) e para cinco entidades filantrópicas da Paraíba, de forma alternada.
Além do FNCA, seriam beneficiadas:
- a Fundação Napoleão Laureano (Hospital Napoleão Laureano);
- a Fundação Pedro Américo (Hospital HELP);
- a Fundação Governador Flávio Ribeiro Coutinho (Maternidade Flávio Ribeiro);
- a Fundação Assistencial da Paraíba (Hospital da FAP); e
- o Instituto Walfredo Guedes Pereira (Hospital São Vicente de Paulo).
O texto aprovado modifica a Lei 13.756/18, que atualmente já destina a receita líquida de três concursos dessa mesma loteria, de forma alternada, para a Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Fenapaes), a Cruz Vermelha Brasileira e a Federação Nacional das Associações Pestalozzi (Fenapestalozzi).
A comissão deu seu aval à versão apresentada pelo relator, deputado Ruy Carneiro (Pode-PB), para o Projeto de Lei 1727/23, de autoria do deputado Bacelar (PV-BA). O projeto original propunha destinar ao FNCA 1,5% dos valores arrecadados com a loteria federal e as loterias de prognósticos numéricos, como a Mega-Sena.
O deputado Ruy Carneiro elogiou a iniciativa de fortalecer o FNCA, ressaltando a relevância do fundo para a proteção da infância. Contudo, ele argumentou que a proposta original não levou em conta os "graves efeitos no negócio loterias" ao reduzir o percentual destinado à premiação. Segundo o relator, essa mudança poderia diminuir o valor dos prêmios e, consequentemente, desmotivar os apostadores.
Carneiro afirmou que "o prêmio é, comprovadamente, o maior motivador para a realização de apostas”.
A proposta inicial também previa a obrigatoriedade do CPF para o saque de qualquer prêmio, com o compartilhamento dos dados com a Receita Federal e outros órgãos de controle. O relator, no entanto, considerou essa medida inviável, alegando que ela provocaria um aumento nas filas das casas lotéricas.
Ele acrescentou que já existem mecanismos de controle para prêmios superiores a R$ 2.259,20, e que valores acima de R$ 10 mil são comunicados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Próximas etapas
O projeto ainda passará pela análise conclusiva das comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Nossas notícias
no celular

Comentários