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Instituída por meio de medida provisória, a terceira etapa do programa Desenrola 3.0 altera profundamente a dinâmica de renegociação de débitos para pessoas físicas no país, permitindo que a União adquira diretamente carteiras inadimplidas.

Diferente das edições anteriores, onde o acordo ocorria diretamente entre credores e devedores, agora o governo federal comprará os títulos em leilões públicos. Todo o desconto obtido nessa transação será repassado integralmente ao cidadão.

Como vai funcionar a operação?

O foco desta nova fase recai sobre compromissos bancários e não bancários cujos valores originais alcancem até R$ 10 mil.

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Para estarem aptos, os débitos precisam registrar atraso entre 720 e 1.645 dias, contados a partir de 25 de setembro de 2026.

O procedimento ocorrerá em etapas bem definidas:

1. A União promove leilões para adquirir as carteiras.

2. Credores ofertam propostas com descontos.

3. As ofertas com maior deságio lideram a classificação.

4. O abatimento é repassado por completo ao consumidor.

5. O pagamento do saldo pode ser feito à vista ou parcelado.

Expectativa de investimento e alcance

A projeção oficial aponta que até R$ 150 bilhões em débitos sejam elegíveis, com um custo máximo de R$ 15 bilhões para o governo na aquisição das carteiras.

Estima-se que cerca de 15 milhões de pessoas sejam beneficiadas com a iniciativa, ajudando a desafogar o volume de inadimplência no país registrado nos birôs de crédito.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil