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O julgamento de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, mãe e padrasto de Henry Borel, teve início nesta terça-feira (23). Ambos são acusados pela morte do garoto e serão submetidos ao júri popular.
Na chegada ao Fórum de Justiça, Leniel Borel, pai de Henry, expressou que já se passaram cinco anos de dor e persistência na expectativa por este momento.
Henry Borel faleceu em 2021, com apenas 4 anos, no imóvel que dividia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, localizado na Barra da Tijuca, região sudoeste do Rio de Janeiro.
Leniel ressaltou que o período desde o falecimento do filho já supera o tempo em que puderam conviver.
“A condenação é o desfecho mínimo para esses dois indivíduos. Três pessoas adentraram o apartamento com vida, e uma criança saiu sem ela. O que realmente aconteceu com meu filho naquele imóvel? Suspeito que eles não revelarão a verdade”, afirmou Leniel. Simultaneamente, em frente ao 2º Tribunal do Júri, na região central do Rio de Janeiro, manifestantes clamavam por justiça em homenagem a Henry.
Detalhes da investigação
Henry foi encaminhado a um hospital privado na Barra da Tijuca, onde o casal informou que o garoto havia sofrido um acidente doméstico.
Contrariando essa versão, o laudo da necropsia emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) revelou que Henry apresentava 23 lesões resultantes de violência, entre elas laceração hepática e hemorragia interna.
As apurações da Polícia Civil indicaram que o menino era submetido a um ciclo de torturas perpetradas pelo padrasto, e que a mãe estava ciente dessas agressões.
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Os acusados foram detidos em abril de 2021 e formalmente denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Jairinho enfrenta acusações de homicídio qualificado, enquanto Monique é processada por homicídio por omissão de socorro.
Conforme a denúncia, Dr. Jairinho teria agredido o menino de forma intencional, sendo essas lesões a causa exclusiva do óbito. A mãe, por sua vez, teria negligenciado sua função de "garantidora legal" da vítima, contribuindo para o desfecho fatal.
O MPRJ também apontou que, em três outras ocasiões durante fevereiro de 2021, Jairinho infligiu sofrimento físico e mental a Henry Borel através de atos violentos.
Na avaliação do advogado assistente de acusação, Cristiano Medina da Rocha, as evidências apresentadas são incontestáveis.
“Não resta qualquer dúvida de que Jairo submeteu Henry Borel a torturas cruéis. Este crime ocorreu porque Monique Medeiros renunciou ao seu dever primordial de salvaguardar o próprio filho”, declarou.
Por outro lado, o advogado de Jairo, Fabiano Lopes, alegou a existência de manipulação nos laudos do Instituto Médico-Legal, com a participação de peritos e agentes policiais.
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