O governador Daniel Vilela (MDB) anunciou Adriano Rocha Lima (PSD) como pré-candidato a vice-governador na chapa governista para as eleições de 2026 em Goiás. A definição, acordada com o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), põe fim às especulações políticas no estado e consolida a aliança governamental.

Preterição de José Mário Schreiner e força municipalista

A decisão contraria a forte movimentação articulada pelo ex-deputado federal e presidente licenciado do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner. Em 28 de abril, Schreiner reuniu 106 prefeitos goianos e diversas lideranças estaduais em um almoço em Goiânia, demonstrando expressiva articulação política em defesa de sua indicação para a vaga.

O evento superou as previsões iniciais de público e contou inclusive com gestores ligados ao Partido Liberal (PL), legenda do senador Wilder Morais. Na ocasião, o ex-deputado colocou seu nome publicamente à disposição do grupo, destacando seu trabalho no setor produtivo e nas áreas de infraestrutura, educação e saúde nos municípios.

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Perfil técnico e trajetória de Adriano Rocha Lima

Apesar do apelo municipalista, a cúpula governista preferiu apostar no perfil técnico e na experiência administrativa de Adriano Rocha Lima para garantir a continuidade do modelo de gestão implantado em 2019. Nascido em Goiânia, ele é engenheiro eletricista pela PUC-Rio, mestre pela UFRJ e fundou a startup WebRadar Telecomunicações.

Antes da vida pública, atuou por dez anos como diretor de Engenharia da Claro Brasil. No Governo de Goiás, liderou a Secretaria de Desenvolvimento e Inovação e, entre janeiro de 2019 e março de 2026, esteve à frente da Secretaria-Geral de Governo, tornando-se peça-chave na coordenação de projetos estratégicos de Ronaldo Caiado.

Estratégia para a disputa eleitoral

A escolha do ex-secretário consolida a aposta do Palácio das Esmeraldas na manutenção dos projetos em andamento, superando nomes como o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), e o ex-senador Luiz Carlos do Carmo. Com a composição definida, a base aliada agora foca na articulação de alianças partidárias regionais para a campanha.

FONTE/CRÉDITOS: Léo Carvalho