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A decisão de derrubar o canal Exército do Lula no WhatsApp, que reunia 3,3 milhões de pessoas e foi revertida horas depois, limita a campanha presidencial e a mobilização de eleitores no segundo turno, segundo especialistas em direito digital.

Bruna Santos, gerente de políticas públicas da Witness, afirmou à Agência Brasil que a ordem do ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, foi desproporcional.

Para a especialista, a medida representou uma tentativa de restringir apoiadores do candidato e careceu de motivação adequada para combater a desinformação de forma equilibrada.

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Repercussão da medida

A ordem emitida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral gerou reações intensas entre os políticos envolvidos durante o último domingo.

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva classificou a medida como intromissão indevida, enquanto o deputado federal André Janones a chamou de censura.

Pouco tempo depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, reverteu a suspensão do canal e encaminhou o tema para o plenário.

Análise sobre fake news

O jornalista Henrique Sampaio, da CTRL+Z, avaliou que o uso do rótulo de fake news não deve justificar a supressão de espaços legítimos de organização.

Segundo ele, mesmo diante de infrações, a remoção deveria atingir apenas os conteúdos específicos, evitando a eliminação total de grupos de debate.

O ministro Kassio Nunes Marques justificou anteriormente que mensagens em massa exigem ações enérgicas, pois a exclusão isolada de posts muitas vezes não surte o efeito desejado pela Justiça.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil