O mercado financeiro registrou um dia de alívio, com o dólar recuando após duas altas consecutivas e fechando no menor patamar desde o início de dezembro. A bolsa de valores, por sua vez, subiu e recuperou os 163 mil pontos, mesmo perdendo um pouco de força no final do pregão.

Nesta sexta-feira (9), o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,365, registrando uma queda de R$ 0,024 (-0,44%). A moeda americana começou o dia estável, mas inverteu a tendência e caiu após a divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Por volta das 14h, atingiu a mínima do dia, chegando a R$ 5,35.

Este é o menor nível da moeda americana desde 4 de dezembro, quando foi negociada a R$ 5,31. Em janeiro, a divisa acumula queda de 2,24%, revertendo a alta de 2,89% registrada no mês anterior. No acumulado do ano, o dólar já registra uma desvalorização de 11,18%.

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No mercado de ações, o dia foi de recuperação para o Ibovespa. Após uma queda de 1,03% na quinta-feira (8), o principal índice da bolsa brasileira encerrou esta sexta-feira em 163.370 pontos, com uma valorização de 0,27%. Embora tenha chegado a subir 0,81% por volta das 14h03, o indicador perdeu parte de seus ganhos no período da tarde.

Na semana, a bolsa brasileira registrou alta de 1,76% e, no acumulado do ano, já apresenta uma valorização de 1,39%.

A movimentação do mercado foi influenciada por uma combinação de fatores internos e externos. A notícia de que a economia dos Estados Unidos criou 50 mil empregos em dezembro foi bem recebida pelos investidores. O número de vagas abertas ficou abaixo do esperado, o que pode abrir espaço para que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, comece a cortar os juros nos próximos meses.

Taxas de juros mais baixas em economias desenvolvidas tendem a atrair capital para países emergentes, como o Brasil. Além disso, nesta sexta-feira, o real foi beneficiado pela valorização de 2% do petróleo no mercado internacional.

No cenário econômico interno, os dados da inflação oficial do ano passado contribuíram para conter a alta do dólar. Embora o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tenha encerrado o ano em 4,26%, a persistência da pressão nos preços do setor de serviços sugere que o Banco Central brasileiro pode adiar o início do corte de juros para a reunião de março.

Vale ressaltar que juros mais elevados no Brasil tendem a atrair capitais financeiros estrangeiros. Contudo, essa política também pode impactar negativamente a bolsa de valores, ao estimular a migração de investimentos para aplicações de renda fixa.

*Com informações da Reuters

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil*