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Nas próximas eleições, o voto para senador exigirá atenção em dobro dos brasileiros, pois os eleitores precisará escolher dois candidatos distintos para renovar dois terços do Congresso Nacional, sem a possibilidade de optar apenas pela legenda partidária.

Fim do voto de legenda para a disputa no Senado

Ao contrário do pleito para deputados federais, estaduais e distritais — que segue o sistema proporcional —, a escolha dos senadores é feita pelo sistema majoritário. Isso significa que o cidadão precisa obrigatoriamente digitar o número exato do seu candidato na urna eletrônica.

Se o eleitor inserir apenas os dois dígitos referentes ao partido, o sistema registrará voto nulo. Nessa modalidade, vencem os candidatos mais votados em cada unidade da Federação, sem a incidência de quociente eleitoral ou segundo turno.

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Mecanismo de voto duplo e renovação das cadeiras

Em 2026, estarão em jogo 54 das 81 cadeiras do Senado Federal. Como a renovação da Casa é alternada a cada quatro anos entre um terço e dois terços, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois parlamentares simultaneamente.

O processo de votação na urna eletrônica ocorre em duas etapas independentes. É fundamental que o eleitor indique pessoas diferentes para cada vaga. Caso repita o mesmo número duas vezes, a urna considerará apenas a primeira opção e anulará a segunda.

Passo a passo na urna e papéis dos senadores

A Justiça Eleitoral orienta digitar o número do primeiro candidato, confirmar, repetir a operação com outro número de três dígitos para a segunda vaga e confirmar novamente.

Os senadores representam os estados e possuem mandato de oito anos. Suas atribuições envolvem a elaboração e revisão de leis federais, além da aprovação de autoridades indicadas pela Presidência da República, como ministros do STF e dirigentes do Banco Central.

O papel dos suplentes e a representação estadual

Cada chapa ao Senado é composta pelo titular e dois suplentes. Ao escolher um candidato, o eleitor também elege seus suplentes, que assumirão a cadeira em caso de licença, renúncia ou morte do titular.

Como os integrantes do Senado têm forte poder de fiscalização sobre o Executivo e participam do julgamento de processos de impeachment, o conhecimento prévio dos candidatos e das suas respectivas chapas é essencial para a garantia da representação democrática.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil