Especialistas em relações internacionais e tecnologia alertam para o risco iminente de ações cibernéticas dos Estados Unidos e de manipulação por bigtechs para influenciar as eleições no Brasil. O cenário geopolítico atual gera preocupações sobre a soberania digital do país e a integridade do pleito.

A escalada de medidas do governo de Donald Trump contra o território brasileiro, incluindo tarifas e cancelamento de vistos, sugere que novas investidas devem ocorrer no campo digital. A avaliação é de analistas ouvidos recentemente.

Um memorando assinado por Trump possui caráter inédito ao autorizar o uso de grandes empresas de tecnologia em operações de vigilância e efeitos cibernéticos. O objetivo oficial é combater o crime cibernético transnacional.

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No entanto, especialistas apontam que essas ferramentas podem ser utilizadas para espionagem profunda e criação de dossiês. Isso permitiria favorecer ou prejudicar determinados candidatos durante a corrida eleitoral.

Ações subterrâneas e soberania

Diferentemente de interferências públicas, essas ações cibernéticas podem ocorrer de forma oculta, sem deixar rastros evidentes de autoria. O impulsionamento direcionado de perfis é apenas uma das vertentes desse risco sistêmico.

Diante desse panorama, pesquisadores defendem o desenvolvimento de infraestrutura própria. O argumento central é que os sistemas sensíveis do Estado brasileiro dependem excessivamente de corporações norte-americanas.

Desacreditar o resultado eleitoral

Analistas geopolíticos avaliam que o governo estadunidense pode tentar descredibilizar o sistema eleitoral brasileiro. As plataformas digitais funcionam como extensões de interesses estatais estrangeiros.

A nova doutrina de segurança dos Estados Unidos prevê a proeminência do país sobre toda a América Latina. O Brasil é visto como peça-chave nessa estratégia de influência regional contínua.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil