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A discussão sobre o fim da escala 6x1 ganhou força após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição pelo Senado Federal nesta quarta-feira (14), renovando as expectativas de trabalhadores por mais tempo livre e qualidade de vida.
Adrielle Barbosa de Aquino, 27 anos, atua como garçonete em um estabelecimento no Rio de Janeiro. Mãe de duas crianças, ela acumula quase uma década de serviços prestados sem desfrutar de dois dias consecutivos de descanso.
“Nessa escala 6x1, eu só tenho o domingo de folga, né? É o dia que eu tenho para resolver minhas coisas. Um dia para resolver mil coisas e a gente fica perdida. Ainda mais quando a gente é mãe. É pesado!”, relata a profissional.
Quando surge a necessidade de compromissos que exigem atendimento em dias úteis, como consultas médicas dos filhos, a ausência é inevitável. “A gente acaba perdendo um dia de trabalho e tem o salário descontado”, completa.
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Jornada exaustiva e apoio popular
A situação de Adrielle reflete a realidade de milhões de cidadãos submetidos a essa rotina desgastante. A aprovação da PEC 221/2019 representa uma chance real de equilibrar o descanso, o convívio familiar e os cuidados com a saúde.
Levantamento recente da Nexus indica que 73% da população apoiam a transição para modelos menos gravosos.
Yasmin Nascimento, auxiliar administrativa, também enfrenta o mesmo modelo de atuação. Ela celebra a possibilidade de dispor de mais tempo para capacitação e lazer com os entes queridos.
Impacto na saúde e na rotina
Ajudante de cozinha com longa trajetória profissional, Cristiane Wandermuren, de 56 anos, reforça que a mudança traria alívio físico e mental, além de facilitar o acompanhamento familiar.
Histórias semelhantes são compartilhadas por quem já vivenciou o regime exaustivo por décadas, como aposentadas que agora conseguem desfrutar da convivência com netos e de momentos de lazer sem a pressão de retornos imediatos ao expediente.
Quando passa a valer?
Conforme o texto validado pelos parlamentares, as empresas precisarão adotar o modelo 5x2 e a diminuição da carga horária de 44 para 42 horas semanais 60 dias após a promulgação.
Caso a sanção ocorra em outubro, a transição inicial começará a vigorar em dezembro de 2026, com uma etapa seguinte reduzindo o limite para 40 horas após 12 meses.
Regras de transição
- Escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);
- Redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias);
- Jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5x2 (em 14 meses).
Cálculo das horas
Durante o período intermediário de adaptação, o empregador fará a distribuição das horas excedentes ao longo dos dias úteis. Ao fim da transição, o limite diário será de oito horas, totalizando 40 horas semanais.
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