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Os eleitores brasileiros decidiram, em um domingo de segundo turno, entre programas de governo com visões opostas sobre o futuro das privatizações e o alcance da máquina pública.
Temas como venda de ativos, extinção de estatais e reforma administrativa aparecem nas propostas dos candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva com abordagens distintas.
O plano de governo de Lula foca no aumento da eficiência e na qualidade do gasto público. A proposta prevê fortalecer a transparência para gerar valor e reduzir desigualdades sociais.
O caminho apontado inclui a universalização de serviços digitais e a expansão de infraestruturas públicas. A aposta é incrementar plataformas federais já consolidadas.
O documento também prevê o combate à corrupção com respeito à independência institucional, além de maior fiscalização sobre a aplicação dos recursos públicos.
No tema da desestatização, o texto rejeita a venda de companhias como Petrobras, Embrapa e Correios, destacando o papel dessas empresas no desenvolvimento nacional.
O plano sugere parcerias com o setor privado e o uso de incentivos fiscais para estimular a transição energética e a cadeia de óleo e gás.
As diretrizes mantêm a linha histórica de gestões petistas, que enxergam as empresas estatais como ferramentas essenciais para impulsionar a economia do país.
>> Confira abaixo a íntegra dos planos de governo dos dois candidatos:
- Flávio Bolsonaro
- Lula
Do outro lado, o programa de Flávio Bolsonaro prioriza a digitalização para criar um Estado mais ágil. A tecnologia é tratada como aliada para reduzir custos operacionais.
O plano propõe um corte profundo de gastos, apelidado de tesouraço, além de uma reforma administrativa abrangente e a diminuição do número de ministérios.
O texto prevê a retomada do Programa Nacional de Desestatização, incluindo a venda de ativos não estratégicos para atrair investimentos e conter o endividamento.
A proposta também defende a profissionalização das agências reguladoras com critérios técnicos rígidos e a adoção rigorosa da Lei de Estatais para nomeações.
Histórico de gestões
Durante o governo de Jair Bolsonaro, dezenas de estatais e subsidiárias foram vendidas, sendo a privatização da Eletrobras a operação mais emblemática do período.
Lula, por sua vez, adota um discurso historicamente contrário à venda definitiva de empresas públicas, preferindo focar em concessões e parcerias estratégicas.
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