As duas irmãs, alvo de uma operação policial, já utilizavam tornozeleiras eletrônicas quando foram detidas na residência onde moram com a mãe, em Novo Gama.

A ação, conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (GEIC) da Polícia Civil de Luziânia na última sexta-feira, 19 de março, cumpriu mandados de prisão contra as duas mulheres. Elas são acusadas de cometer múltiplos furtos, incluindo o roubo de um aparelho celular avaliado em R$ 2.500 e diversas outras mercadorias de uma loja em um shopping de Luziânia, conforme registrado em vídeo. O prejuízo total estimado para o comerciante ultrapassa os R$ 5.000.

Após o incidente, o proprietário do estabelecimento buscou a Polícia Civil e forneceu as imagens das câmeras de segurança. A equipe de investigadores, sob a coordenação do delegado, analisou o material e identificou as suspeitas, já conhecidas no meio policial como 'Irmãs Metralhas'. Com base nas evidências, o delegado solicitou a prisão das acusadas, e o mandado foi prontamente expedido pela justiça, culminando na detenção das mulheres em sua residência.

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Um detalhe que surpreendeu o delegado Ronnie Loureiro, titular do GEIC em Luziânia, foi a constatação de que ambas as acusadas já utilizavam tornozeleiras eletrônicas. Questionado se o equipamento já estava sendo usado na ocasião dos furtos, o delegado indicou que é provável. "Se observarmos as imagens, as vestimentas que elas usavam no dia do furto cobriam os tornozelos, o que nos leva a crer que, provavelmente, elas já estavam sob monitoramento eletrônico quando cometeram o crime na loja", explicou Loureiro.

Irmãs Metralha

Conforme apuração do portal, após a divulgação das imagens das irmãs, a delegacia recebeu um grande volume de denúncias e novas filmagens que as mostram furtando em diversos estabelecimentos comerciais no Distrito Federal e em Goiás. O delegado informou que, além da prisão preventiva já solicitada e deferida, todo o material será encaminhado ao Ministério Público de Goiás (MPGO). Ele ainda enfatizou que reforçará o pedido para que as irmãs não obtenham a possibilidade de serem libertadas, dada a reincidência e o volume de acusações.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio Montana