Conhecido no submundo das academias como “Jiraiya”, Roberto Carlos Pereira de Carvalho é apontado pela Polícia Civil do Distrito Federal como um dos maiores traficantes de anabolizantes e medicamentos proibidos do país.

Sem colocar a mão na massa, o criminoso comandava uma estrutura milionária de produção e distribuição clandestina. Segundo as investigações, o esquema movimentava cerca de R$ 500 mil líquidos por mês.

O grupo mantinha laboratórios espalhados por São Paulo, Paraíba, Distrito Federal, Foz do Iguaçu e Paraguai. Apontado como o “mafioso das bombas”, Jiraiya evitava permanecer por muito tempo no mesmo endereço.

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Para dificultar o trabalho policial, ele alugava mansões de alto padrão em diferentes estados. Os locais eram utilizados exclusivamente para instalar os laboratórios clandestinos de fabricação dos produtos.

A fabricação ficava a cargo de funcionários contratados, enquanto a logística era terceirizada com motoboys e serviços de delivery. Dessa forma, o líder mantinha distância segura da produção e da entrega.

A ostentação também fazia parte da rotina do investigado. De acordo com a PCDF, ele frequentava hotéis de luxo no exterior e mantinha um bunker estruturado no Paraguai.

A engrenagem criminosa sofreu um duro golpe com a deflagração da Operação Narciso. A Justiça expediu dezenas de mandados de prisão e busca, além de determinar o bloqueio de ativos financeiros dos suspeitos.

FONTE/CRÉDITOS: Luisa Rany and Carlos Carone