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A mãe de Kathlen Romeu, Jacklline de Oliveira, cobra o engajamento da sociedade civil durante o aguardado julgamento no Tribunal do Júri, marcado para o próximo dia 26 de novembro. Passados mais de cinco anos desde o assassinato da jovem de 24 anos, que estava grávida de quatro meses e foi atingida por um tiro de fuzil na Zona Norte do Rio de Janeiro, a família busca por respostas e condenação dos policiais militares denunciados.
Durante uma entrevista recente, os pais da jovem relembraram que ela estava no melhor momento de sua vida. Kathlen esperava o primeiro filho e havia conseguido financiar seu primeiro apartamento, mas não chegou a conhecê-lo.
O crime aconteceu quando ela visitava a avó no Lins de Vasconcelos. Na ocasião, policiais militares dispararam em direção ao local onde as duas caminhavam, sob a justificativa de mirar em criminosos.
Luta por reparação e condenação
Os agentes envolvidos, Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salviano, serão julgados após uma longa trajetória de mobilização da família. Inicialmente absolvidos de acusações na Justiça Militar, a decisão foi revertida pela 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Jacklline destacou a importância do apoio popular contínuo. Para ela, a falta de punição aos agentes significaria uma nova morte simbólica da jovem e de seu bebê.
A família também relembrou os obstáculos enfrentados ao longo do processo, incluindo denúncias de postura inadequada por parte de um promotor na fase inicial das investigações, caso que passou por apuração na Corregedoria do Ministério Público.
Críticas à letalidade policial
O caso reacende o debate sobre os altos índices de violência cometida por agentes de segurança no estado fluminense. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam números expressivos de mortes em intervenções policiais nos últimos anos.
Enquanto o governo estadual afirma adotar diretrizes voltadas à redução da violência letal, entidades de direitos humanos e familiares cobram planos estruturados com metas e prazos claros para garantir a preservação de vidas nas periferias.
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