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Moradores da Maré se mobilizam para divulgar novos locais de votação na região após alterações que afetaram milhares de eleitores. “Pensei em todo momento em desistir”, afirmou o fotógrafo Marlon Soares, morador do Complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro.

Ele relata a dificuldade para votar no primeiro turno. Marlon integra o grupo de quase 17 mil eleitores da Maré que tiveram o local de votação alterado para o pleito deste ano.

“Eu estou muito incomodado com essa decisão de mudança de local de votação”, disse à Agência Brasil, relatando filas gigantescas no novo endereço fora da comunidade.

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Mudanças determinadas pelo TRE-RJ

A alteração foi uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). O objetivo foi retirar as seções de áreas consideradas de alto risco ou dominadas pelo crime organizado.

No estado, 72 locais de votação foram alterados por segurança, afetando cerca de 202 mil eleitores em 20 cidades. No Complexo da Maré, foram 16.907 pessoas remanejadas da 161ª Zona Eleitoral.

Abstenção e impactos na comunidade

Dados da Agência Brasil mostram que a abstenção nas seções transferidas da Maré chegou a 31,07%, superando a média nacional de 21,08%.

O estudo Como vota a Maré, da ONG Redes da Maré, aponta que as mudanças geram barreiras de acesso e problemas de mobilidade urbana, exigindo deslocamentos para fora do território.

Ações de conscientização

Para combater a abstenção, a Redes da Maré realiza a campanha Esquinas por Direitos. A iniciativa orienta moradores sobre a importância da participação democrática e esclarece dúvidas para o próximo turno.

A instituição reforça que o transporte gratuito muitas vezes não é suficiente quando há falhas na rede de transporte que atende às comunidades locais.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil