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Nas eleições, o crescimento de partidos de perfil conservador no Congresso Nacional foi interpretado como uma resposta da população sobre pautas cotidianas. A avaliação é do economista e professor da Universidade de Brasília (UnB), Jeferson Ramos dos Santos.

Ele explica que as campanhas regionais priorizaram temas como segurança pública, custo de vida e valores familiares. Esses assuntos se consolidaram como dominantes entre os eleitores de senadores, deputados e governadores.

“Os temas foram bastante relevantes. É um recado muito claro do eleitorado, mas as temáticas não foram abordadas de forma adequada pelo governo federal”, avaliou o especialista.

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Críticas ao STF

Para o economista, a recente crise no Supremo Tribunal Federal (STF) pesou menos na hora do voto, ficando em segundo plano nas disputas eleitorais regionais.

“Embora tenha sido uma temática relevante, o STF não vai às urnas. Por isso, o impacto eleitoral direto foi menor”, disse o analista.

Apesar disso, a corte deve ser alvo de discussões no Senado Federal com a nova maioria. Jeferson aponta que o desenho institucional do tribunal poderá sofrer alterações nos próximos anos.

Fim da escala 6x1

No Brasil, uma das pautas trabalhistas mais discutidas é o fim da escala 6x1. Contudo, a alteração na composição da Câmara e do Senado pode influenciar o ritmo das votações.

“O quadro político mudou sensivelmente. Quando há incertezas, vemos nas casas legislativas uma postergação até que o cenário fique mais claro”, afirmou o professor.

Disputa presidencial

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a disputa presidencial segue para o segundo turno com uma margem estreita de votos entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP).

O professor universitário observa que o cenário permanece totalmente aberto e competitivo para o dia 25 de outubro, data do próximo pleito.

“Temos uma diferença pequena e uma abstenção recorde. A campanha está aberta e uma nova eleição se coloca na praça”, pontua.

Novas agendas legislativas

O resultado da disputa pelo Palácio do Planalto impactará diretamente a atuação parlamentar a partir de fevereiro de 2027.

“A agenda, se mais conservadora, pode caminhar menos para temas trabalhistas e focar em segurança pública e valores”, conclui Jeferson Ramos dos Santos.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil*