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Entre o 4º e o 7º ano do ensino fundamental, a saúde mental escolar sofre um impacto considerável, pois a instituição perde o encanto para os estudantes, revela a 3ª edição do relatório anual da Great Place to Study Brasil. A parcela de alunos que se sente feliz ao ir para a aula despenca de 79,9% para 50,8%, enquanto os relatos de violência mais que dobram, saltando de 16,6% para 39%.

O levantamento ouviu quase 90 mil pessoas no país, incluindo estudantes, educadores e familiares, por meio de questionários digitais. As respostas foram coletadas entre agosto de 2025 e agosto de 2026, com um nível de confiança estatística de 95% atestado pela organização responsável.

Vínculo com a instituição diminui ao longo dos anos

Foi identificada uma mudança profunda na relação com o ambiente de ensino durante a trajetória dos jovens. Entre alunos do 8º ano até o 3º ano do ensino médio, 57% citam episódios frequentes de bullying ou a normalização da violência física no cotidiano.

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Além disso, 40,6% dos participantes afirmam não se sentir valorizados pelo colégio, e 44% das vítimas de intimidação não acreditam que a instituição tomará alguma providência efetiva. Em locais com índices elevados de violência, cerca de 60% dos jovens frequentam as aulas apenas por obrigação.

João Hoeppner, diretor da Great Place to Study Brasil, aponta que a convivência tende a esfriar conforme o foco se restringe às notas e avaliações. Segundo ele, o medo passa a ser o motor da frequência para uma fatia expressiva dos matriculados.

Impacto da plateia no bullying e caminhos de solução

A violência escolar afeta diretamente a convivência e o aprendizado. Um em cada cinco alunos que presenciam agressões relata ser alvo direto delas. Para Hoeppner, conscientizar os espectadores é o caminho mais eficaz, pois sem a plateia o comportamento agressivo perde força.

Especialistas reforçam que campanhas lideradas pelos próprios estudantes costumam gerar resultados mais expressivos. Entender o comportamento adolescente torna-se fundamental para fomentar um clima de respeito mútuo e pertencimento.

Desgaste emocional também atinge os professores

O sofrimento psicológico não se restringe aos discentes. O relatório indica que um em cada sete professores sofre com desgaste emocional severo, falta de alegria e exaustão. Cerca de 66,3% desses profissionais admitem que prefeririam ter seguido outra carreira.

Enquanto isso, as famílias mantêm alta confiança na proposta pedagógica e na segurança física oferecida, embora o diálogo estruturado com a equipe escolar ainda apresente lacunas significativas no cotidiano educacional.

FONTE/CRÉDITOS: Fernando Henrique - Estágio DM