Concebida inicialmente como um espaço de lazer para famílias e crianças, a "Pracinha do Bagulho" em Valparaíso sofreu uma preocupante metamorfose, transformando-se em um ponto de encontro para usuários de drogas e pequenos traficantes.

Imagens registradas na noite de um sábado, 28 de fevereiro, revelam o intenso fluxo e a aglomeração de indivíduos ligados ao consumo de entorpecentes na praça, situada no Parque Esplanada 03. Durante toda a noite, um incessante movimento de jovens é observado, todos em busca de um local para consumir substâncias ilícitas. Com a chegada da escuridão, o cenário da praça ao ar livre se altera drasticamente, e grupos começam a convergir, resultando em cigarros de maconha sendo acesos e compartilhados, enquanto a fumaça preenche o ambiente.

Adolescentes, com idades que variam entre 14 e 20 anos, tanto rapazes quanto moças, reúnem-se em cantos específicos para preparar o consumo e atualizar as conversas. A cada invólucro de maconha que surge, a praça adquire maior movimento. Os grupos se fragmentam, ocupando diferentes pontos, e a fumaça começa a se elevar. A brasa dos cigarros se acende, e tragadas vigorosas são inaladas, muitas vezes acompanhadas pela retenção do ar em busca de um efeito mais intenso, o que ocasionalmente provoca crises de tosse no meio das rodas.

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Enquanto isso, muitos pais permanecem alheios à realidade, pensando que seus filhos estão apenas socializando com amigos, desconhecendo que, ao mesmo tempo, estão envolvidos no consumo de maconha ou, em alguns casos, cocaína, no ambiente da praça.

Entre risos e conversas, o consumo de entorpecentes prossegue ininterruptamente, e o ir e vir de usuários torna-se cada vez mais nítido. Chegam de bicicleta, motocicleta, carro ou a pé, utilizando os mais diversos meios para se unir aos grupos presentes no local.

É fundamental destacar que o consumo de maconha em áreas públicas no Brasil configura uma infração, mesmo que não seja mais categorizado como crime para quem a utiliza. As autoridades policiais têm a prerrogativa de abordar os indivíduos, apreender a substância e, se necessário, encaminhar o usuário à delegacia para a pesagem da droga e a imposição de medidas educativas ou advertências, em conformidade com a legislação aplicável.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio Montana