Uma análise realizada pelo Procon Goiás identificou que, em determinados casos, pacotes de hospedagem de três dias em Goiânia foram ofertados por valores que alcançaram até R$ 8.955.

Diante desses achados, o órgão de defesa do consumidor acionou 25 hotéis na capital goiana para que apresentem dados detalhados sobre os preços praticados para estadias durante o evento MotoGP. Essa iniciativa visa combater a precificação abusiva e assegurar a clareza nas transações entre estabelecimentos e clientes durante o aguardado evento.

Os estabelecimentos foram instruídos a fornecer informações completas sobre a estrutura dos preços, o histórico de valores cobrados e as condições das acomodações. Até o momento, dez hotéis já cumpriram a exigência de apresentar a documentação. Desse grupo, quatro foram penalizados: um por não atender ao prazo estipulado e outros três por aplicar valores considerados excessivos sem justificativa plausível.

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A ação fiscalizatória ocorre em um período de grande expectativa para o setor turístico de Goiânia, com a previsão de um significativo aumento no número de visitantes em decorrência do MotoGP. O Procon ressalta que seu propósito é prevenir a manipulação de preços e salvaguardar a reputação de Goiás como um estado apto a sediar grandes eventos.

“O MotoGP eleva a visibilidade de Goiás internacionalmente. Nossa missão é assegurar que os turistas sejam bem recebidos e sintam-se seguros ao contratar os serviços”, declarou Marco Palmerston, superintendente do Procon.

Para os visitantes que ainda buscam acomodação, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Goiás (ABIH-GO) estima que aproximadamente 3 mil leitos ainda estejam disponíveis em Goiânia para o período do evento. O Procon planeja um encontro com representantes da associação para planejar estratégias de divulgação dessas opções de hospedagem.

Adicionalmente, antes da realização do MotoGP, o órgão planeja realizar campanhas educativas direcionadas a bares e restaurantes da capital. Essas ações abrangerão orientações sobre condutas comerciais adequadas e a entrega de um material informativo sobre os direitos dos consumidores.

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio Montana