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Com a proximidade das provas do Enem, que começam em exatamente um mês, candidatos e professores de todo o Brasil entram na reta final de preparação, substituindo o aprendizado de novos conteúdos pela consolidação de matérias já estudadas e pela realização de simulados práticos.

Essa transição metodológica é a aposta de Rafaela de Araújo Caldas, de 17 anos. Estudante do 3º ano em uma escola pública no Gama, região administrativa do Distrito Federal, ela fará o exame pela primeira vez visando uma vaga na área de computação.

Rafaela concilia as aulas regulares com um cursinho online até o período da noite. "Dou foco em ver como funciona a prova, vendo os padrões das questões e o que vai ser mais importante estudar, agora, nessa reta final", relata a estudante, que busca manter o equilíbrio físico.

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Outra prioridade da jovem é a redação, que exige um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas. Para auxiliar os estudantes nesse desafio, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza uma cartilha detalhada com os critérios de correção e orientações específicas.

Parceria escolar e simulação real

Diogo Andrade, professor de língua portuguesa e espanhola no Centro de Ensino Médio 1 do Gama (CG), onde Rafaela estuda, afirma que ainda é possível se preparar bem neste último mês. Ele recomenda focar na resolução de provas anteriores e identificar os temas mais recorrentes.

Para mitigar a ansiedade dos alunos, o CG realiza avaliações multidisciplinares que simulam fielmente as condições do exame oficial, incluindo a realocação de salas e o preenchimento de gabaritos com caneta preta. A escola também aposta em podcasts educativos sobre temas interdisciplinares.

Dicas de especialistas para a prova

O professor alerta os candidatos contra o uso de "fórmulas prontas" de redação disponíveis na internet. Segundo ele, os corretores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) identificam facilmente essas estruturas decoradas, o que pode prejudicar a nota.

Em relação às questões objetivas, Andrade desaconselha o "chute" sem critério. Ele lembra que o Enem utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), modelo matemático que avalia a coerência das respostas e pune a inconsistência entre acertos de questões fáceis e difíceis.

Foco no controle emocional

O estudante Gabriel Queiroz, de 18 anos, concorre a uma vaga em licenciatura de língua portuguesa e estuda de oito a nove horas diárias. Tendo feito o exame como treineiro no ano passado, ele destaca que a experiência anterior ajudou no gerenciamento do tempo.

"A prova é extensa e preciso ter controle emocional", aponta Gabriel, que vê a matemática como seu maior desafio. Para auxiliar todos os candidatos, o MEC disponibiliza o Guia do Enem, portal que reúne cronogramas, tutoriais e orientações oficiais sobre o exame.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil