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A três semanas do primeiro turno das eleições presenciais, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, determinou o fim do sigilo do inquérito contra Flávio Bolsonaro. O parlamentar é investigado por suspeitas de corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa, trazendo forte impacto político ao cenário eleitoral nacional.

Investigações e desdobramentos no Judiciário

A decisão de tornar os autos públicos diferencia-se de um vazamento ilegal, tratando-se de uma liberação formal da Justiça. Ao mesmo tempo, o ambiente político lida com o desgaste em torno do ministro Alexandre de Moraes, cujas interlocuções com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido no escândalo do Banco Master, vieram à tona recentemente.

Registros da Polícia Federal indicam a troca de 28 mensagens entre Moraes e Vorcaro pouco antes da primeira prisão do empresário, em novembro passado. Os peritos também identificaram dezenas de notas criadas pelo ex-banqueiro para envio ao magistrado, além de transações contratuais milionárias da banca de advocacia da esposa do ministro com a instituição financeira.

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Financiamento de projeto e reações

Paralelamente às apurações, Vorcaro teria destinado R$ 65 milhões para o financiamento do filme Dark Horse a pedido de Flávio Bolsonaro. O candidato sustenta que o montante é de origem privada, embora as investigações sobre o banco envolvam suspeitas de uso irregular de recursos e fraudes financeiras.

Em resposta pública, o senador demonstrou tranquilidade com o fim do segredo de justiça, alegando que a divulgação comprovará a legalidade de suas condutas. Ele figura como o segundo candidato à Presidência a disputar o pleito enquanto é investigado formalmente pela corte suprema do país.

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FONTE/CRÉDITOS: Ricardo Noblat