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Márcio dos Santos Ferreira, suspeito de envolvimento no ataque ao tenente Ronickson Pimentel, teve participação em uma fuga em massa de 30 detentos do Centro de Detenção Provisória (CDP) II de Osasco, ocorrida há 19 anos. Ferreira, conhecido como Tetão, foi morto por policiais da Rota na sexta-feira (10/7).
De acordo com informações confirmadas, Ferreira estava entre os presos que escaparam do CDP II de Osasco em setembro de 2007, através de um túnel que levava ao Rodoanel. A Polícia Militar (PM) informou que Tetão possuía um extenso histórico criminal.
A morte de Ferreira eleva para sete o número de óbitos registrados pela PM durante as investigações do atentado contra o tenente Pimentel. O oficial foi baleado na cabeça em 27 de junho, enquanto aguardava em um semáforo em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
Equipes da Rota receberam uma denúncia sobre o paradeiro de um dos suspeitos ligados ao atentado em uma residência em São Mateus, zona leste de São Paulo. A corporação relatou que houve um confronto, resultando na morte de Márcio dos Santos Ferreira, de 45 anos.
Apesar de ter sido levado para atendimento médico, Ferreira não resistiu. Outro indivíduo, de 33 anos, foi detido e será investigado. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e está sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Sete mortes durante a investigação
Em menos de duas semanas, a apuração do atentado resultou na prisão de três suspeitos e na morte de sete homens. Em quatro boletins de ocorrência, policiais militares alegaram que os indivíduos teriam participado do ataque ao tenente. Contudo, até o momento, não há comprovação de ligação direta com o crime.
As primeiras duas mortes ocorreram em 29 de junho. Um homem foi morto na Estrada Aricanduva, após, segundo a PM, atirar contra a equipe durante uma abordagem. No mesmo dia, outro suspeito morreu em Guarulhos após, conforme o registro policial, tentar sacar uma arma.
Em 2 de julho, mais duas mortes foram registradas em Guaianases e Peruíbe, após confrontos com a PM. Outros dois casos ocorreram na zona sul da capital, no Jardim Miriam e no Jardim São Luís, também resultantes de intervenção policial.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) ofereceu uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à captura de Hércules da Costa Siqueira, o Golias, principal suspeito de atirar contra o tenente Pimentel.
O ataque ao tenente Pimentel
- Ronickson Pimentel dos Santos, policial da Rota, foi baleado na nuca em 27 de junho, em São Caetano do Sul.
- Imagens de câmeras de segurança mostram dois criminosos em uma motocicleta se aproximando do oficial, com o garupa efetuando o disparo à queima-roupa.
- As autoridades investigam o caso, sem descartar nenhuma hipótese sobre a motivação.
- A investigação indica que o ataque foi premeditado, com suspeitos sendo flagrados monitorando o tenente antes do crime.
- O tenente Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, vítima de um caso de grande repercussão em 2008.
Estado de saúde do tenente Pimentel
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos passará por um novo exame nesta sexta-feira (17/7) para avaliar a evolução do quadro de vasoespasmo cerebral, uma complicação decorrente do trauma sofrido. A informação foi divulgada em boletim médico neste domingo (12/7).
O tratamento para o estreitamento das artérias cerebrais está em andamento, e os médicos aguardam o resultado do exame para iniciar a redução gradual da sedação.
O tenente Pimentel permanece internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, em estado grave, mas estável. Ele passou por uma traqueostomia na quinta-feira (9/7) e segue em ventilação mecânica, sem apresentar febre e com pressão intracraniana estável.
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