A defesa da advogada Jéssika Lorrane Bastos de Castro negou veementemente nesta segunda-feira (03/08) qualquer envolvimento da profissional com fraudes ou organizações criminosas investigadas pela Operação Phoenix em Goiás.

A prisão ocorreu no âmbito de uma apuração sobre um suposto golpe contra a Zema Financeira, que teria gerado um prejuízo estimado em R$ 75 milhões por meio de invasões a sistemas e transações via Pix.

Em nota oficial, o advogado Marcelo Teixeira de Sousa argumentou que nenhum documento, extrato bancário ou indício material comprova as movimentações financeiras atribuídas à cliente.

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Por essa razão, os defensores solicitaram o respeito rigoroso ao devido processo legal e à garantia constitucional da presunção de inocência enquanto o inquérito policial avança.

Conforme o inquérito, o grupo investigado teria captado recursos de investidores através da fintech Naskar Gestão de Ativos, prometendo retornos financeiros irreais e muito acima da média do mercado tradicional.

As autoridades também apontam o uso de credenciais comprometidas para desviar valores expressivos da Zema Financeira. Estima-se que os desvios diretos alcancem R$ 60 milhões dentro do rombo total calculado.

Os investigadores suspeitam que Jéssika tenha colaborado com a estrutura da organização criminosa devido ao seu relacionamento com o empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, dono da Naskar.

Registros policiais indicam que Douglas fugiu para Dubai antes que os mandados de prisão preventiva pudessem ser cumpridos. Imóveis e empresas do casal sofreram buscas durante a operação.

Em âmbito nacional, o impacto do caso pode atingir cerca de 3 mil investidores, com perdas globais calculadas em aproximadamente R$ 900 milhões, exigindo bloqueios patrimoniais judiciais.

Maycon Douglas Bastos de Castro, irmão da advogada, também acabou preso. A defesa alegou que ele foi vítima de uso indevido de documentos pelo ex-cunhado e registrou boletim de ocorrência.

FONTE/CRÉDITOS: Redação Online