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No último sábado (12), a defesa de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, solicitou formalmente ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a filtragem dos dados obtidos pela Polícia Federal (PF) no celular do banqueiro. O objetivo do pedido é impedir a exposição pública de conteúdos estritamente pessoais e sem relevância para as investigações em curso.

Os advogados Sérgio Leonardo e Engels Muniz, responsáveis pelo caso, protocolaram a petição mencionando episódios anteriores de vazamento de mensagens íntimas de Vorcaro com sua ex-namorada, Martha Graeff. Segundo a defesa, a medida busca resguardar a intimidade do cliente diante de riscos reais de novos vazamentos de dados privados.

Na petição, a defesa argumenta que a abertura dos autos processuais deve conciliar o princípio da publicidade com a proteção de garantias constitucionais fundamentais. Os defensores destacam que a exposição indevida de dados íntimos não é um risco meramente hipotético, mas sim uma ameaça concreta à privacidade do investigado.

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Entre as informações que os advogados tentam proteger estão fotos e dados de familiares, com foco especial nos filhos do banqueiro. Além disso, a petição solicita o sigilo sobre comunicações profissionais protegidas por lei, incluindo conversas mantidas diretamente entre Vorcaro e seus representantes legais.

A solicitação ocorre em um momento estratégico, logo após o ministro Edson Fachin assumir a relatoria do julgamento que analisará as conversas entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento está agendado para a próxima terça-feira (15).

Diante do cenário, Fachin determinou que a PF esclareça quem está com a custódia do aparelho celular e detalhe o estado de conservação do material extraído. Essa determinação atende a uma demanda dos ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, que solicitaram acesso integral aos dados na última sexta-feira (11).

FONTE/CRÉDITOS: Glaucio teixeira / Redação