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A arquiteta e urbanista Narcisa Abreu defende que a capital de Goiás precisa resgatar a sua vocação ambiental, elemento fundamental presente desde a concepção do seu projeto urbanístico original. Com base em anos de pesquisas sobre o plano inicial da cidade, a especialista articula a criação de um projeto de lei para transformar o município em uma referência em sustentabilidade e preservação de nascentes.
Após atuar por 12 anos no Instituto de Planejamento Municipal e trabalhar com o consultor Heitor Ferreira de Sousa, Narcisa investigou as origens do projeto da capital. Ela constatou que as revisões urbanísticas posteriores se distanciaram das diretrizes fundacionais da cidade.
Pesquisa e resgate histórico
Para fundamentar sua análise, a pesquisadora construiu um banco de dados sobre os pioneiros e entrevistou personalidades ligadas ao planejamento inicial, incluindo os irmãos Coimbra Bueno. Esse estudo resultou no livro “Goiânia: Evoluções do Plano Urbanístico Original”, focado na memória urbana local.
A especialista destaca que a arborização abundante e os parques integrados foram concebidos como pilares da identidade goianiense. Segundo ela, esses elementos ganham urgência renovada diante das discussões globais sobre as mudanças climáticas.
O projeto Goiânia Vida Verde
Para devolver o protagonismo ecológico ao município, foi idealizada a plataforma “Goiânia Vida Verde”, desenvolvida em parceria com a arquiteta Jacira Rosa Pires. A iniciativa busca atrair pesquisadores, incentivar o turismo científico e captar recursos para a proteção de áreas verdes.
A proposta conta com o apoio do vereador Anselmo Pereira, que atua na Câmara Municipal para transformar a ideia em legislação oficial. A conscientização infantil e a formação de novas gerações são apontadas como eixos centrais da medida.
“Precisamos preparar as crianças desde muito pequenas para aprender a valorizar as nascentes e o meio ambiente”, afirma Narcisa Abreu. A meta é consolidar o hábito de preservação desde a infância.
Projeção nacional e parcerias
Além do impacto local, a arquiteta prevê projeção externa para a capital. “Eu acho que esse projeto vai ser interessante para Goiânia se posicionar para outras cidades do Brasil e do mundo”, ressalta.
A articulação política do projeto teve início durante um encontro no Secovi, com a mediação de Marislei Brasileiro, além do suporte técnico de Rosana Faleiros. A expectativa é recolocar a preservação ambiental no centro do desenvolvimento da cidade.
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