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Visitantes lotaram o Campo da Esperança em Brasília para prestar homenagens a familiares falecidos durante o Dia de Finados, data marcada por emoção, limpeza de lápides e rituais de recordação que se repetem anualmente na capital federal.

Gorete Nascimento, de 71 anos, saiu cedo de Cidade Ocidental, em Goiás, para cumprir uma tradição que mantém há 32 anos. Ela levou flores e materiais de limpeza para cuidar do túmulo onde parte de sua família está sepultada.

Ao exibir fotos dos parentes, Gorete relembrou a trajetória de cada um. Ela mencionou que uma das irmãs completaria idade nova em novembro, demonstrando como a memória dos entes queridos permanece viva.

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“Venho aqui sempre no dia de finados e também no aniversário de cada um porque sinto muita saudade deles”, explicou a aposentada durante a visita ao cemitério no Distrito Federal.

Em outra ala do local, a aposentada Neusa Maria Nora aproveitou o momento de reflexão sentada à sombra. Para ela, a visita anual traz uma perspectiva de igualdade diante da finitude da vida.

“Eu gosto de vir aqui e me lembrar que rico ou pobre, todos vamos terminar no mesmo lugar. Acho que as pessoas deveriam vir mais ao cemitério”, pontuou.

Marcelo Oliveira também compareceu ao espaço levando flores para o pai. Acompanhado pela mãe e pela irmã, ele destacou que costuma frequentar o local diversas vezes ao ano para manter viva a memória familiar.

Tradição secular

A tradição de homenagear os mortos em 2 de novembro chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses. A data foi estabelecida na Idade Média pelo monge beneditino Odilo de Cluny, na França.

Embora tenha origens católicas, o período também é observado por protestantes e adeptos de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, que cultuam os ancestrais nestes dias.

No Brasil, o Dia de Finados foi oficialmente transformado em feriado nacional apenas em dezembro de 2002, por meio de lei federal que consolidou a data no calendário oficial.

FONTE/CRÉDITOS: Iara Balduino - Repórter da Agência Brasil