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Um levantamento divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que muitas famílias ainda enxergam a palmada como um método legítimo de disciplina, e não como uma forma de violência contra os filhos.

A pesquisa buscou entender os motivos que levam pais e cuidadores a agredirem crianças de até seis anos.

Segundo o estudo, os responsáveis frequentemente separam o conceito de tapa ou chinelada do espancamento real.

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Para a especialista Luiza Teixeira, a sociedade naturaliza tais atos e desconhece o alcance real da legislação vigente no país.

Falta de repertório emocional

O levantamento ouviu centenas de pessoas em comunidades vulneráveis do Rio de Janeiro, Recife e Manaus.

Os dados indicam que falta aos pais um repertório adequado para lidar com as birras sem recorrer à agressão física.

Frequentemente, as ações acontecem no calor da emoção, gerando arrependimento posterior nos responsáveis.

A criação ainda é tratada como um tema estritamente privado, o que silencia a comunidade ao redor.

O impacto no desenvolvimento

Especialistas lembram que a primeira infância é um período de intenso amadurecimento cerebral.

Crianças pequenas ainda não possuem maturidade suficiente para gerenciar sozinhas suas próprias emoções e frustrações.

Quando sofrem punições físicas, os pequenos tendem a responder com submissão ou novos episódios de agressividade.

O apoio psicológico e a orientação pedagógica são apontados como caminhos essenciais para prevenir conflitos no ambiente familiar.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil