Em 2012, logo após o assassinato do empresário Marcos Matsunaga em São Paulo, um teste de paternidade determinou o destino da filha de Elize Matsunaga, afastando a menina definitivamente do convívio da mãe.

O caso voltou ao debate público recentemente por conta do lançamento de obras audiovisuais e de novas decisões judiciais. A menina Helena, que tinha pouco mais de um ano quando o pai foi morto, teve seu último encontro com a mãe há mais de uma década, dias após a confissão do homicídio.

Segundo relatos do escritor Ulisses Campbell, autor do livro sobre o crime, os pais de Marcos duvidaram da paternidade da criança na época. Diante das suspeitas, a família paterna exigiu a realização de um teste genético antes de assumir a criação da criança.

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A coleta das amostras ocorreu enquanto a ex-enfermeira já se encontrava presa. Assim que o laboratório confirmou que a garota era neta biológica do casal, os avós assumiram a custódia legal e interromperam os contatos entre mãe e filha.

Rotina e restrições judiciais

Atualmente com 16 anos, Helena foi criada pelos avós paternos, Mitsuo e Yoko Matsunaga, mantendo uma vida reservada. Recentemente, a Justiça de São Paulo autorizou a adolescente a realizar viagens internacionais de férias para Londres e Punta Cana acompanhada por responsáveis.

A decisão judicial impede que a mãe veja ou envie mensagens para a jovem. Os avós sustentam a posição de manter o distanciamento até que Helena atinja a maioridade, momento em que poderá decidir autonomamente se deseja reencontrar a ex-enfermeira.

Mesmo sem contato direto, Elize deixou registradas diversas cartas direcionadas à jovem em seu livro escrito na prisão, pedindo perdão pelo ato e declarando que não desistirá de se reaproximar no futuro.

FONTE/CRÉDITOS: Camilla Germano