O plano SP Protege, apresentado por Fernando Haddad para o governo do estado, traz estratégias de segurança pública voltadas ao interior de São Paulo. A iniciativa representa um aceno direto a uma região onde o Partido dos Trabalhadores historicamente enfrenta forte resistência política.

A proposta central do petista consiste em estabelecer o patrulhamento de corredores logísticos como estrutura permanente. O objetivo é combater o roubo de cargas e coibir delitos nas zonas rurais, incluindo furto de gado, maquinário e insumos agrícolas.

“Me preocupa a possibilidade de fortalecimento de milícias em São Paulo a partir desse tipo de crime”, avaliou Haddad, destacando a necessidade de o Estado demonstrar autoridade logo no nascedouro para evitar o crescimento de extorsões.

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No litoral paulista, o projeto prevê uma força-tarefa permanente no Porto de Santos. A meta é combater o tráfico transnacional por meio da integração entre a gestão estadual, a Receita Federal, a Polícia Federal, a autoridade portuária e a Marinha.

O projeto geral também abrange temáticas como violência de gênero, racial e infantil. Além disso, o candidato se comprometeu a elevar os índices de esclarecimento de crimes e a reduzir os casos de letalidade policial em todo o território.

Articulação e novas tecnologias

Para estruturar o projeto de segurança, Fernando Haddad contou com a colaboração de aliados e especialistas. Entre eles estão o vice da chapa, Márcio França, o deputado estadual Emídio de Souza e a deputada federal Tabata Amaral.

O programa prevê ainda a criação da Agência Estadual Antifacção, focada na investigação de inteligência e no bloqueio de patrimônio ilícito. Outra aposta da campanha é o uso de inteligência artificial para cruzar dados de ocorrências e otimizar o trabalho das polícias.

Desafios no interior

Fundado em 1980, o PT nunca conseguiu eleger um governador no estado de São Paulo. A relutância do eleitorado concentra-se majoritariamente no interior, influenciada por heranças políticas conservadoras e pela forte presença do setor agropecuário.

FONTE/CRÉDITOS: Rebeca Ligabue