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Nos bastidores políticos, Flávio Bolsonaro tem defendido publicamente que, caso vença a próxima eleição presidencial, pretende indicar cinco novos ministros para o Supremo Tribunal Federal. O plano do senador baseia-se na expectativa de atrair eleitores da direita no primeiro turno e consolidar sua base no Senado Federal.
Três atuais integrantes da corte atingirão a aposentadoria compulsória de 75 anos durante o próximo mandato presidencial: Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em dezembro de 2030. Além disso, há uma vaga em aberto desde a saída de Luís Roberto Barroso.
Para alcançar a meta de cinco indicações, o grupo político também trabalha com a hipótese de um eventual processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. A intenção declarada é nomear perfis conservadores e alinhados aos valores tradicionais.
Historicamente, Getúlio Vargas lidera o ranking de indicações ao STF, com 21 nomeações ao longo de seus mandatos. Em comparação recente, Luiz Inácio Lula da Silva acumulou dez escolhas em suas gestões, enquanto Dilma Rousseff nomeou cinco magistrados para o tribunal.
A estratégia desenhada pelo parlamentar aponta para uma reconfiguração profunda na mais alta instância da Justiça brasileira nos próximos anos, tema que já movimenta o debate político nacional.
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