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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga os ataques virtuais divulgados nas redes sociais após o falecimento da tiktoker Duda Alves, de 22 anos. A investigação aponta que a jovem pode ser vítima do crime de vilipêndio a cadáver após a publicação de comentários de conteúdo sexual sobre o corpo dela na internet. A apuração é conduzida pela 4ª Delegacia de Polícia (Guará) e tramita sob sigilo.
O portal Metrópoles optou por não reproduzir as postagens ofensivas em respeito à memória e aos familiares da influenciadora digital.
Maria Eduarda Alves dos Santos faleceu nesta terça-feira (15/9), em Brasília. Aos 22 anos, ela acumulava mais de 745 mil seguidores no TikTok, onde ficou amplamente conhecida como "a menina que odeia tudo" por causa de seus vídeos bem-humorados.
Quando a objetificação sobrevive à morte
Previsto no artigo 212 do Código Penal, o vilipêndio a cadáver ocorre quando há desrespeito ou ofensa a um corpo. Para a psicóloga Mariana Luz, a situação expõe uma lógica cruel que ultrapassa a vida das mulheres.
"Quando a sociedade enxerga o corpo feminino como algo sempre disponível para o desejo e julgamento, esse controle pode continuar após o óbito", explicou a especialista.
Precedentes jurídicos
Casos semelhantes já ocorreram com outras personalidades públicas, como Marília Mendonça e Gabriel Diniz, cujos registros de autópsia vazaram na internet. Em 2023, um homem foi condenado pela prática de vilipêndio a cadáver após divulgar essas imagens.
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