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Agentes da 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) fecharam, na última segunda-feira (14/9), uma clínica de massagem que operava como um bordel clandestino de alto faturamento no Distrito Federal. O estabelecimento utilizava uma fachada puritana para atrair clientes, prometendo alívio do estresse, mas oferecia serviços sexuais explícitos em um subsolo localizado na quadra 410 Norte.

O negócio ilícito contava com anúncios sensuais na internet e rendia cerca de R$ 1,5 mil por dia para a cafetina responsável. A proximidade estratégica com a Esplanada dos Ministérios facilitava o fluxo constante de frequentadores que buscavam discrição e serviços como o chamado serviço especial.

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Fachada dupla e esquema financeiro

Para driblar a fiscalização, o empreendimento mantinha perfis trocados no ambiente virtual. Enquanto um exibia um centro de saúde corporal comum, o outro trazia imagens de nudez e dezenas de terapeutas disponíveis. O acesso ao local também era controlado por rotas alternativas, variando entre uma escada lateral durante o dia e a portaria dos fundos à noite.

Os pagamentos eram divididos nas maquininhas de cartão: parte do valor era registrada como terapia convencional e o restante aparecia sob nomenclaturas fictícias para encobrir a atividade proibida. A polícia apreendeu celulares, cadernos de contabilidade, máquinas de cartão e imagens do circuito interno de segurança.

FONTE/CRÉDITOS: Carlos Carone