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A campanha de vacinação contra o VSR (Vírus Sincicial Respiratório) no Distrito Federal atingiu uma cobertura de 89,48% do público-alvo até julho de 2026. Segundo dados da Secretaria de Saúde (SES-DF), a iniciativa, que protege recém-nascidos contra a bronquiolite por meio da imunização de gestantes, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) desde o fim de 2025.

Entre janeiro e agosto deste ano, os serviços de saúde públicos e privados do DF aplicaram 21.156 doses do imunizante. A expectativa da SES-DF é vacinar aproximadamente 34.892 gestantes ao longo de todo o ano de 2026, consolidando uma barreira de proteção para os bebês logo nos primeiros meses de vida.

A vacina é administrada em dose única, preferencialmente entre a 28ª e a 36ª semana de gestação. O procedimento estimula a produção de anticorpos maternos que são transferidos ao feto pela placenta. Essa imunização passiva protege a criança durante o primeiro semestre de vida, período de maior vulnerabilidade a infecções respiratórias graves.

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Caso a mulher engravide novamente, uma nova dose do imunizante é recomendada pelas autoridades de saúde, sem restrições de idade para a gestante. As doses estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Distrito Federal. A localização das salas de vacina pode ser consultada no portal InfoSaúde-DF ou diretamente neste link.

Redução drástica nas internações e mortes por bronquiolite

O impacto epidemiológico da vacina já é visível nos hospitais públicos. Dados do Ministério da Saúde revelam que, no comparativo entre os primeiros semestres de 2025 e 2026, as internações por bronquiolite grave em bebês menores de seis meses despencaram de 17.601 para 9.022 casos no país. Uma redução expressiva que alivia a pressão sobre os leitos pediátricos.

Além disso, os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados pelo VSR caíram 52,5%, passando de 14.061 para 6.674 registros. O dado mais alarmante e comemorado pelas autoridades médicas foi a queda nos óbitos de lactentes, que reduziram de 159 mortes no primeiro semestre de 2025 para 85 óbitos no mesmo período de 2026.

A importância da prevenção no início da vida

O vírus sincicial respiratório é o principal causador de infecções pulmonares em crianças pequenas, respondendo por até 75% dos diagnósticos de bronquiolite aguda. Para garantir uma proteção abrangente, o SUS também disponibiliza anticorpos monoclonais para bebês de alto risco, como prematuros extremos e crianças com cardiopatias congênitas, complementando a estratégia de imunização materna.

Estudos clínicos atestam que a vacina apresenta 81,8% de eficácia na prevenção de quadros graves nos primeiros três meses de vida do bebê, mantendo-se segura e sem riscos de parto prematuro. Para conhecer histórias de famílias que enfrentaram a bronquiolite e entender os impactos dessa conquista, leia a reportagem completa.

FONTE/CRÉDITOS: Thalita Vasconcelos