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O deputado federal Mario Frias (PL-SP), coidealizador do filme Dark Horse, defendeu publicamente o financiamento da produção realizado pelo proprietário do Banco Master. Segundo o parlamentar, o senador Flávio Bolsonaro (PL) não assegurou nenhuma contrapartida ao banqueiro Daniel Vorcaro ao viabilizar o patrocínio.
Em postagem recente nas plataformas digitais, o congressista argumentou que a captação de recursos de origem privada, por si só, não constitui prática ilícita. A manifestação ocorre dias após o político ser alvo de diligências da Polícia Federal sob suspeita de direcionar emendas parlamentares para a empresa responsável pelo longa-metragem.
O ministro André Mendonça, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), retirou parcialmente o sigilo dos autos a pedido da presidência da Corte. A medida confirmou que Flávio Bolsonaro passou a ser investigado formalmente em julho por atuar na intermediação de repasses milionários destinados à obra cinematográfica.
Reportagens publicadas anteriormente indicaram que o parlamentar teria solicitado somas expressivas ao banqueiro e cobrado a efetivação dos depósitos. Os valores teriam sido direcionados a um fundo administrado por um aliado político da família.
Apesar das apurações, o deputado federal sustenta que os diálogos divulgados não revelam condutas irregulares. Para ele, as mensagens comprovariam apenas o esforço para viabilizar a obra sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, sem qualquer negociação envolvendo benefícios públicos em troca do capital investido.
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