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O renomado jornalista e escritor Luiz Gutemberg faleceu no último domingo (16), aos 88 anos. A morte do intelectual alagoano foi confirmada por familiares, encerrando uma carreira marcada por momentos decisivos na imprensa brasileira e na literatura nacional.
Trajetória no jornalismo brasileiro
Nascido em Maceió no ano de 1937, o profissional iniciou sua carreira aos 16 anos na Gazeta de Alagoas. Pouco tempo depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde integrou a equipe responsável pela célebre reformulação do Jornal do Brasil, sob a liderança de Odylo Costa, filho. Gutemberg também acumulou passagens relevantes pelas revistas Manchete e Mundo Ilustrado.
Em 1968, assumiu o posto de editor-assistente na equipe fundadora da revista Veja. Dois anos mais tarde, mudou-se para Brasília para chefiar a sucursal do veículo na capital federal. Posteriormente, comandou o Jornal de Brasília por dois anos e serviu como assessor especial da Presidência da República na gestão de José Sarney.
Produção literária e homenagens
Sua atuação nas letras inclui a biografia "Moisés, codinome Ulysses Guimarães", o romance "O Jogo da Gata Parida" e a peça teatral "O Homem que Enganou o Diabo e Ainda Pediu Troco". Em 2023, publicou a obra "JB: A invenção do maior jornal do Brasil, conduzida por Odylo Costa, filho", resgatando a história da reformulação do diário em que trabalhou.
Reconhecido por sua contribuição cultural, recebeu em 1996 o título de cidadão honorário de Brasília concedido pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Além disso, ocupava a cadeira número 8 da Academia Brasiliense de Letras. O escritor deixa esposa e quatro filhos. As informações sobre velório e sepultamento não foram divulgadas.
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