O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou neste domingo (9/8) que vai manter as tropas de Israel em Gaza, rejeitando o plano de paz de 15 pontos mediado pelos Estados Unidos. A decisão foi comunicada em reunião ministerial após o premiê contestar os termos de desarmamento aceitos pelo Hamas no enclave palestino.

Durante o anúncio, Netanyahu enfatizou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) não realizarão nenhuma retirada militar até a entrega total de armamentos pesados e leves por parte do Hamas. Segundo o líder israelense, o país exige um desarmamento genuíno e definitivo do grupo.

Divergências no plano de paz e futuro político

No final do mês anterior, o Hamas aceitou a entrega de armas e a transferência da gestão administrativa para um governo civil. Contudo, o governo de Israel criticou diretrizes do Conselho de Paz supervisionado por Washington, alegando brechas que permitiriam a manutenção de armas leves.

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Além de rechaçar o recuo das forças armadas, Netanyahu declarou categoricamente que a criação de um Estado Palestino não ocorrerá durante seu governo. A posição do premiê trava o avanço para a segunda etapa do acordo, essencial para dar início à reconstrução de Gaza e à transição política local.

Enquanto o plano não avança, o enclave continua a ser alvo de ataques militares. As forças de Israel sustentam que as operações pontuais visam neutralizar combatentes e infraestruturas remanescentes do Hamas na região.

FONTE/CRÉDITOS: Junio Silva