Especialmente entre as mulheres, o orgasmo ainda carrega diversas dúvidas e tabus sociais. Um dilema frequente é conseguir chegar ao ápice sozinha, mas não durante a relação com o parceiro, gerando sentimentos de culpa e insegurança no relacionamento, embora a solução seja mais simples do que parece.

O que você precisa saber

Em entrevista, a sexóloga Stephanie Seitz destaca que atingir o orgasmo na masturbação comprova a capacidade do corpo de responder aos estímulos. Na maioria das vezes, o obstáculo não reside na falta de sensibilidade, mas sim no contexto e nas circunstâncias em que o ato ocorre.

A dinâmica da intimidade compartilhada difere profundamente da experiência individual. Sozinha, a mulher dita o próprio ritmo, intensidade e toque, além de eliminar qualquer receio de julgamento ou preocupação com o desempenho perante o par.

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A especialista alerta que muitas acabam focando na imagem projetada para o outro, esquecendo de sentir o próprio corpo. Esse excesso de vigilância mental faz com que deixem de vivenciar o momento para se tornarem apenas espectadoras da própria experiência.

Lembretes importantes

O nível de estresse e a carga mental diária também exercem forte influência negativa. Preocupações com trabalho, tarefas e responsabilidades impedem que o cérebro atinja o relaxamento necessário para o prazer.

Outro ponto fundamental é lembrar que a penetração nem sempre garante o ápice feminino. A maioria das mulheres demanda estímulos diretos no clitóris, aspecto que frequentemente é negligenciado pelos parceiros durante o ato.

Dicas práticas

Para aproximar o orgasmo da rotina a dois, a sexóloga recomenda algumas orientações essenciais para melhorar a sintonia do casal:

  • Conheça seu próprio corpo sem culpa.
  • Compartilhe com o parceiro o que proporciona prazer.
  • Não transforme o orgasmo em uma obrigação.
  • Reserve tempo para a intimidade, sem pressa.
  • Lembre-se de que segurança emocional também faz parte da resposta sexual.
  • Procure ajuda especializada se essa dificuldade causar sofrimento ou persistir por muito tempo.

A sexóloga conclui que a autonomia no prazer individual demonstra que o caminho já foi encontrado, restando apenas percorrê-lo de forma compartilhada por meio do diálogo e da confiança.

FONTE/CRÉDITOS: Julia de Mesquita