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Por Alex Blau Blau

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A disputa pelas oito vagas do Distrito Federal na Câmara dos Deputados começa a apresentar uma nova configuração na reta decisiva da campanha. Enquanto Fred Linhares, Rafael Prudente e Júlio César permanecem nas três primeiras posições e mantêm a regularidade observada desde o período das pré-candidaturas, quatro outros nomes passam a ganhar maior projeção no levantamento mais recente.

Carlos Dalvan, Sandro Avelar, Agaciel Maia e Ruth Venceremos aparecem agora melhor posicionados e formam um grupo que começa a chamar atenção na corrida pela futura bancada federal do Distrito Federal.

A pesquisa foi contratada pela TV Atual, afiliada da Record News, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número DF-07879/2026.

Na parte superior do levantamento, Fred Linhares aparece com 11,4% das intenções de voto, seguido por Rafael Prudente, com 5%, e Júlio César, com 4,9%. Mais do que as posições desta pesquisa, chama atenção a capacidade dos três de permanecerem entre os primeiros desde as movimentações iniciais das pré-candidaturas.

A novidade está justamente no grupo que começa a ocupar maior espaço logo atrás. Entre essas candidaturas, Sandro Avelar apresenta uma trajetória política diferente e chega a esta etapa da disputa depois de construir parte significativa de sua projeção pública fora do ambiente eleitoral.

Delegado da Polícia Federal e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Avelar esteve à frente de uma das áreas mais sensíveis e de maior visibilidade do Governo do Distrito Federal. Durante o período em que comandou a pasta, entretanto, adotou uma postura essencialmente técnica e institucional.

Mesmo com a exposição proporcionada pelo cargo, Avelar não utilizou publicamente a Secretaria de Segurança para antecipar uma eventual candidatura, pedir apoio político ou fazer referências à intenção de disputar um mandato. Sua entrada no processo eleitoral ocorreu posteriormente, já fora do comando da pasta.

O comportamento ganha relevância diante de um fenômeno cada vez mais presente na política brasileira, marcado pela projeção eleitoral de integrantes das forças de segurança que constroem previamente forte exposição pessoal, especialmente nas redes sociais. A trajetória de Avelar no comando da segurança do DF seguiu outro caminho, com a comunicação concentrada nas ações e resultados da secretaria.

Agora, já inserido oficialmente na disputa pela Câmara dos Deputados, o ex-secretário começa a aparecer em posição de maior destaque nas pesquisas e passa a testar eleitoralmente um reconhecimento construído durante sua trajetória profissional e passagem pela administração pública.

Carlos Dalvan também integra o grupo que avança nesta etapa da campanha. Agaciel Maia, que possui experiência anterior na vida pública, volta a ocupar espaço relevante na disputa. Ruth Venceremos, representante da comunidade LGBTQIAPN+, completa o conjunto de quatro candidaturas que aparecem melhor colocadas no levantamento e ampliam a diversidade de perfis na corrida eleitoral.

Apesar das movimentações, o cenário permanece distante de uma definição. A pesquisa aponta que 30,2% dos entrevistados ainda não escolheram um candidato ou preferiram não indicar o voto. O percentual representa uma parcela expressiva do eleitorado e mantém aberta a possibilidade de mudanças importantes até a votação.

A fotografia atual apresenta, portanto, dois movimentos simultâneos. De um lado, Fred Linhares, Rafael Prudente e Júlio César preservam posições que vêm ocupando desde o início da corrida. Do outro, Carlos Dalvan, Sandro Avelar, Agaciel Maia e Ruth Venceremos começam a se estabelecer em uma faixa mais competitiva da disputa.

No caso de Sandro Avelar, o avanço também marca uma transição clara entre duas fases de sua trajetória recente. Primeiro, a passagem pelo comando da Segurança Pública, conduzida sem transformar o cargo em instrumento explícito de pré-campanha. Agora, a exposição é assumidamente eleitoral e o desempenho passa a ser medido diretamente pela preferência do eleitor.

Com 164 candidatos concorrendo a apenas oito vagas e quase um terço do eleitorado ainda sem uma escolha indicada no levantamento, qualquer conclusão antecipada seria precipitada. Mas a pesquisa já registra um movimento relevante: a dianteira mantém seus principais nomes, enquanto novas candidaturas começam a ganhar terreno e tornam a disputa pela bancada federal do DF ainda mais aberta.