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O cenário artístico brasileiro perdeu um de seus grandes nomes com a morte do ator e diretor Gracindo Júnior, que faleceu na noite de terça-feira (1º), aos 83 anos, em sua residência no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo amigo e colega de profissão Leonardo Brício. A causa do falecimento não foi divulgada pela família.

Em publicação emocionada nas redes sociais, Brício revelou que esteve presente no momento da partida do amigo, ao lado da esposa e dos filhos do artista. Os dois trabalharam juntos na minissérie "Rei Davi", exibida pela Record, onde Gracindo interpretou o rei Saul.

Herança artística e início de carreira

Nascido na capital fluminense, o ator era filho do consagrado Paulo Gracindo. Ele iniciou sua trajetória no fim dos anos 1950 na Rádio Nacional, onde seu pai brilhava em radionovelas. Sua estreia nos palcos do teatro ocorreu em 1961, na peça "A Escada".

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Além do talento artístico, o profissional teve forte atuação política. Militante do Partido Comunista, ele acabou cassado pela ditadura militar após o golpe de 1964, o que o impediu temporariamente de trabalhar no rádio e o direcionou para a televisão.

Trajetória marcante na televisão

Contratado pela TV Globo em 1964, ele estreou na novela "A Moreninha". Anos depois, em 1973, contracenou com o pai no clássico "O Bem-Amado", de Dias Gomes. Em depoimento ao projeto Memória Globo, ele destacou que a maior lição herdada de seu pai foi o respeito e a responsabilidade com o ofício.

Em 1976, os dois dividiram o mesmo personagem em fases distintas na novela "O Casarão". Na direção, ele comandou produções como "Marron-Glacé" e "Os Trapalhões". Após passagens marcantes pela TV Manchete e Record, seu último trabalho na TV ocorreu há cerca de oito anos.

Mais detalhes sobre a trajetória do artista podem ser acompanhados no portal do Diário da Manhã.

FONTE/CRÉDITOS: Léo Carvalho