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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) confirmou a ocorrência de 13 casos de sarampo em São Paulo durante o ano de 2026, intensificando as campanhas de vacinação para conter a propagação do vírus. Os diagnósticos concentram-se em bebês menores de um ano e adultos na faixa dos 20 aos 50 anos, evidenciando a necessidade de proteção em diversas etapas da vida.
Desde o mês de junho, a SES-SP orienta que crianças entre 6 e 11 meses residentes na capital, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo recebam a chamada "dose zero" da tríplice viral. Essa medida antecipada visa proteger os lactentes antes da primeira dose oficial, prevista para os 12 meses de idade.
É importante ressaltar que a dose zero não anula o cronograma do Calendário Nacional de Vacinação. Após essa aplicação inicial, os responsáveis devem manter o esquema regular, com a primeira dose aos 12 meses e o reforço, preferencialmente com a tetraviral, aos 15 meses de idade.
A recomendação de atualização da caderneta estende-se também a adolescentes e adultos que não completaram o esquema vacinal. A busca por uma unidade de saúde é fundamental para garantir a imunidade individual e coletiva contra o patógeno, interrompendo a circulação viral no estado.
Estratégias de prevenção e controle
A imunização permanece como o pilar central para interromper a transmissão do sarampo. Segundo a SES-SP, a doença pode afetar indivíduos de qualquer idade, tornando a manutenção das doses em dia um ato essencial de saúde pública.
Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), destaca que a vacina é o método mais seguro e eficaz para evitar complicações. Ela reforça a necessidade de pais e adultos revisarem seus registros vacinais periodicamente nas unidades de saúde.
Para esclarecer dúvidas sobre a eficácia dos imunizantes e possíveis eventos adversos, o governo paulista disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas. A plataforma oferece informações detalhadas sobre os riscos da não vacinação e a segurança das vacinas aplicadas.
Dinâmica de transmissão e riscos
O vírus do sarampo é conhecido por sua alta transmissibilidade, uma vez que partículas infectantes podem pairar no ar em forma de aerossol por longos períodos. Isso permite que a contaminação ocorra mesmo após o indivíduo infectado ter deixado o ambiente.
Renato Kfoury, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIn), alerta que a doença costuma se manifestar rapidamente em locais com baixa cobertura vacinal. O especialista lembra que o Brasil já obteve o certificado de eliminação da doença em 2016 e 2024.
Apesar das conquistas passadas, surtos ativos em países como Estados Unidos, México e Canadá mantêm o risco de reintrodução do vírus em território nacional. Casos importados podem gerar novas cadeias de transmissão se a população não estiver devidamente imunizada.
Para evitar que o sarampo volte a circular de forma sustentada, é essencial atingir coberturas vacinais superiores a 95%. A vigilância epidemiológica atenta permite o bloqueio rápido de casos suspeitos, impedindo a propagação desenfreada da enfermidade.
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