O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu em Brasília o pedido para que o senador Flávio Bolsonaro realizasse uma visita a Bolsonaro neste domingo, no Dia dos Pais. Diante do veto judicial, o parlamentar e pré-candidato à Presidência publicou uma carta acompanhada de um vídeo em que chora e critica o isolamento imposto ao ex-presidente da República.

A decisão do magistrado também barrou a ida dos outros filhos, Carlos e Jair Renan, mantendo a suspensão das visitas familiares vigentes desde 17 de julho. A defesa dos familiares alegou razões estritamente humanitárias, mas a Corte considerou que os vetos anteriores permanecem válidos após o descumprimento de cautelares impostas na prisão domiciliar do ex-mandatário.

Restrições judiciais e bastidores da campanha

Flávio Bolsonaro cumpre uma penalidade mais rigorosa de 90 dias sem contato com o pai, aplicada após a divulgação pública de outra mensagem em julho. Como o ex-presidente está proibido de utilizar redes sociais e internet, o STF interpretou a leitura do texto por terceiros como uma violação direta das normas da prisão domiciliar.

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Na mensagem encaminhada neste sábado, Flávio comentou o andamento de sua pré-candidatura ao Planalto. Apesar da ausência de coligações formais no partido PL, o senador afirmou ao pai que possui a simpatia de lideranças do centrão e segue construindo palanques estaduais em parceria com o ex-ministro Rogério Marinho.

Repercussão pública e dados de pesquisas

Emocionado, o parlamentar lamentou o distanciamento físico e classificou a restrição no Dia dos Pais como uma medida desumana. Ele ressaltou que acompanha o estado de saúde e o humor do pai por meio da equipe jurídica de defesa, única autorizada a frequentar a residência ao lado de médicos e fisioterapeutas.

O endurecimento do isolamento reflete diretamente no debate político nacional. Segundo levantamento recente do Datafolha, 59% dos eleitores reprovaram o bloqueio de visitas familiares determinado por Moraes. Contudo, 62% da população demonstrou concordância com a proibição de uso das redes sociais pelo ex-presidente durante o cumprimento do regime domiciliar.

O trecho final da carta reafirma o compromisso eleitoral do pré-candidato para as eleições. Flávio declarou encarar a disputa como uma missão espiritual e prometeu manter a mobilização política mesmo diante do veto imposto pela Justiça até o término das sanções vigentes.

FONTE/CRÉDITOS: DM Redação