Em 27 de junho, os envolvidos no atentado contra tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos usaram carros de aplicativo e articularam uma troca rápida de veículos em São Caetano do Sul, no ABC paulista, com o objetivo de despistar a polícia logo após atirarem contra o oficial.

O crime ocorreu na Avenida Goiás, onde o policial aguardava a abertura de um semáforo. Na ocasião, dois criminosos se aproximaram em uma motocicleta e o garupa efetuou um disparo à queima-roupa na cabeça da vítima, que foi socorrida em estado grave.

Logística coordenada e troca de veículos

Segundo a Polícia Civil, a fuga contou com uma estrutura logística complexa. Além da moto utilizada na abordagem, os investigados empregaram outros automóveis para dar suporte, como um Renault Logan, um Fiat Palio e um Chevrolet Astra.

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As apurações apontam que Marcos Vinícius Dias Machado e Carlos Roberto Ferreira participaram da movimentação articulada. A Justiça considera que o grupo agiu com divisão de tarefas e estratégias para ocultar provas e impedir a identificação.

Para desorientar as forças de segurança, os suspeitos abandonaram os veículos em pontos estratégicos e solicitaram corridas por plataformas digitais. Essa tática permitiu que eles se misturassem ao tráfego urbano sem vincular os deslocamentos às placas identificadas.

Ocultação da motocicleta e suspeitos

A motocicleta usada na ação era fruto de roubo anterior. Após o ataque, ela foi abandonada por Luiz Henrique de Oliveira Nascimento, acusado de higienizar o veículo para apagar eventuais impressões digitais.

A ordem para sumir com a moto teria vindo de Luis Altino da Silva, conhecido como Chuck. Ele prometeu pagar R$ 500 pelo serviço, mas repassou apenas R$ 100. Temendo por sua vida, Chuck se apresentou espontaneamente ao DHPP.

Celular sumido e morte de testemunha chave

Outra irregularidade apurada envolve o desaparecimento do telefone celular do tenente Pimentel, item que não foi entregue à Polícia Civil pela Polícia Militar. O comando da Rota foi orientado a não comentar o assunto.

Além disso, Marcelo de Jesus Dias, o Nego Zum, acusado de pilotar a moto no dia do atentado, foi morto em um suposto confronto com a própria Rota. A Polícia Civil foi comunicada apenas horas depois do fato.

Investigadores afirmam que a morte de Nego Zum eliminou um elo crucial para descobrir quem mandou balear o oficial. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo não se manifestou sobre o sumiço do celular.

FONTE/CRÉDITOS: Alfredo Henrique