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A militância do PSol e os candidatos da chapa majoritária do partido foram impedidos de integrar o comício do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado neste sábado em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, por decisão da articulação política local.
Apesar do veto aos nomes que disputam o governo estadual e o Senado, parlamentares da sigla, como o deputado estadual Flávio Serafini e a deputada federal Talíria Petroni, conseguiram acompanhar o evento. A decisão de barrar a legenda teria partido do próprio Paes nos dias anteriores ao encontro.
A direção do PSol vinha negociando a formação de um palanque único no estado com Lula e Edinho Silva, coordenador da campanha petista. Como as conversas não avançaram, o partido oficializou as candidaturas próprias de William Siri ao governo do Rio de Janeiro e de Mônica Benício ao Senado.
Impasse político e bastidores
Dirigentes avaliam que o PT adotou uma postura passiva diante do veto. O estopim para a restrição teria sido a recente pesquisa Datafolha, que mostrou a candidata psolista empatada com Pedro Paulo (PSD), aliado de Paes.
O clima de tensão no início da manhã também envolveu a tentativa da Prefeitura do Rio de remover barracas com material de campanha de Siri ao redor do local. Após negociações entre as partes, as estruturas foram mantidas na região externa.
Mônica Benício afirmou ter sido bem acolhida pelos eleitores durante a panfletagem nas proximidades. Segundo a candidata, a recepção positiva, sobretudo do público feminino, reforça a busca por alternativas diante da política tradicional fluminense.
Em contrapartida, a assessoria do PSD argumentou que o ato público foi organizado exclusivamente para apresentar as candidaturas registradas pela sua própria legenda no estado.
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