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Um evento realizado no centro de São Paulo buscou fortalecer a empregabilidade para refugiados e migrantes vindos de 23 países diferentes. A iniciativa ocorreu em um sábado movimentado na capital.

O casal Victor Arce, 65 anos, e Morelba Margarida Aquilar, 64 anos, participou da atividade. Eles deixaram a Venezuela há um ano devido a um problema de saúde da esposa.

Na Venezuela, Victor atuava como marceneiro. No Brasil, enquanto aguardam uma colocação formal, eles comercializam artesanato para garantir o sustento da família.

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“Esse país é muito bom e encantador”, destacou Victor. Ele elogiou a rapidez no atendimento médico que a esposa recebeu após chegar ao território brasileiro.

Batizada de Conexões que Transformam, a mobilização foi organizada pelo Grupo Mulheres do Brasil, Konecta Brasil e Konecta Foundation na Aliança Brasil Cidadã.

Cerca de 136 estrangeiros se inscreveram para aproveitar workshops, revisão de currículos, suporte documental e ofertas diretas de vagas de trabalho.

Maria Helena Santuche, líder do comitê responsável, apontou que 70% dos participantes estavam desempregados. Boa parte deles busca abrir o próprio negócio.

Segundo Flavio Simonato, diretor da Konecta Brasil, o foco é preparar os profissionais para as exigências locais e facilitar o acesso a oportunidades.

Desafios dos imigrantes

A cofundadora Eliane Franco Figueiredo ressaltou que muitos profissionais qualificados, como médicos, enfrentam barreiras na validação de diplomas.

Vivian Holzhacker, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), lembrou que o Brasil abriga mais de um milhão de pessoas protegidas.

O idioma e a falta de uma rede de apoio continuam sendo os maiores obstáculos enfrentados por quem chega ao país fugindo de conflitos ou perseguições.

Onde buscar ajuda

Quem perdeu o evento deste sábado ainda pode recorrer a alternativas como a plataforma Help da Acnur para obter orientações sobre renda.

A Aliança Brasil Cidadã também disponibiliza cursos gratuitos em áreas como informática e estética ao longo de todo o ano.

FONTE/CRÉDITOS: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil