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O vice-presidente Geraldo Alckmin solicitou uma investigação aprofundada sobre a suposta ligação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com o escândalo envolvendo o Banco Master. Em entrevista ao Metrópoles, Alckmin enfatizou a necessidade de apurar a origem e a finalidade das doações de campanha, declarando que "a investigação traga a verdade e que tenha consequências", pois "ninguém está acima da lei".

A polêmica gira em torno de um relato do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que em delação premiada teria afirmado que doações milionárias feitas a Tarcísio de Freitas e ao ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022 estariam vinculadas a negociações de propina. Vorcaro teria indicado Gilberto Kassab, presidente do PSD, como intermediário nessas transações.

Alckmin também comentou a crise que afeta o Supremo Tribunal Federal (STF) em decorrência do caso Banco Master, classificando a situação como "muito triste". Ele reiterou a importância de que as investigações ocorram sem interferências, elogiando o "espírito republicano" do governo do presidente Lula, que, segundo ele, garante liberdade para a Polícia Federal e o Ministério Público.

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O vice-presidente fez um paralelo com a gestão anterior, mencionando as trocas na direção da Polícia Federal durante o governo Bolsonaro, que, segundo investigações, poderiam ter motivações políticas. Alckmin defendeu que quanto maior o cargo, maior a responsabilidade e o dever de cumprir a lei e dar o exemplo.

Em outro ponto da entrevista, Geraldo Alckmin avaliou a campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, destacando as críticas do petista às fragilidades na gestão de Tarcísio de Freitas, como a privatização da Sabesp, a piora nos índices de segurança pública e educação.

Sobre o ato convocado por apoiadores de Jair Bolsonaro para o dia 7 de Setembro, Alckmin condenou qualquer manifestação antidemocrática. Ele ressaltou que "o que diferencia mesmo na vida pública é quem tem apreço pela democracia e quem não tem apreço pela democracia", criticando a "saudade de golpe militar" e campanhas "contra o país".

FONTE/CRÉDITOS: Rebeca Ligabue