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A arrecadação federal atingiu o patamar de R$ 264,4 bilhões em junho deste ano, registrando uma expansão real de 7,7% frente ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação. No acumulado do primeiro semestre, as receitas totalizaram cerca de R$ 1,587 trilhão, o que representa um avanço real de 6,6% na comparação anual.
Conforme dados divulgados pela Receita Federal, do volume total captado no sexto mês do ano, R$ 255,3 bilhões são referentes às receitas administradas diretamente pelo órgão fiscalizador brasileiro.
O desempenho positivo foi sustentado pelo comportamento favorável de indicadores macroeconômicos cruciais, a exemplo da atividade econômica geral, da massa salarial e do volume de importações.
Principais números
• Arrecadação em junho: R$ 264,4 bilhões;
• Crescimento real sobre junho de 2025: 7,7%;
• Arrecadação acumulada de janeiro a junho: cerca de R$ 1,587 trilhão;
• Crescimento real no semestre: 6,6%;
• Receitas administradas pela Receita Federal em junho: R$ 255,3 bilhões.
IRPJ, CSLL e Previdência
Entre as obrigações tributárias que mais impulsionaram o acréscimo das receitas destacam-se o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).
Somados, esses dois tributos totalizaram R$ 33,2 bilhões em junho, alcançando um salto real de 20,4% sobre o mesmo mês do ano anterior.
Por sua vez, a arrecadação destinada à previdência chegou a R$ 64,48 bilhões no mês, com alta real de 4,7% frente a 2025.
A Receita Federal pontuou que o cenário foi favorecido pela ampliação da massa salarial e pelos impactos da reoneração gradual das contribuições patronais.
Importações, aplicações financeiras e receitas atípicas
O comércio exterior e os rendimentos do mercado financeiro também desempenharam papéis fundamentais para o resultado positivo.
O recolhimento tributário vinculado às importações cresceu 22,87% em relação a junho do ano passado, estimulado diretamente pela alta nas compras externas.
Enquanto isso, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital cresceu 12,4%, acompanhando o bom momento das aplicações financeiras.
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