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O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) cobrou celeridade no julgamento, pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), dos episódios que geraram uma grave crise institucional na Corte. Mais cedo, o ministro Edson Fachin convocou sessão plenária extraordinária para analisar o referendo da decisão de André Mendonça sobre mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e um contato atribuído a Alexandre de Moraes.

O presidenciável esteve na sede da Fiesp para demonstrar apoio ao manifesto que exige que o colegiado examine os fatos publicamente e decida com urgência. Em conversa com jornalistas, Cury suplicou por rapidez para evitar que o processo se torne estéril.

O político também pontuou que, caso irregularidades sejam comprovadas, os envolvidos devem responder judicialmente até as últimas consequências, o que pode incluir a saída do cargo por impeachment ou renúncia voluntária.

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Regime semipresidencialista

Na mesma ocasião, Cury reforçou sua defesa por uma transição para o regime semipresidencialista. Segundo ele, o modelo atual no Brasil flerta frequentemente com o populismo e o autoritarismo.

Caso seja eleito, o candidato afirmou que pretende enviar ao Congresso Nacional, logo na primeira semana de mandato, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para iniciar essa ampla reforma estrutural.

O manifesto das entidades

A carta aberta elaborada com apoio de quase 3 mil entidades aponta que o epicentro dos problemas atuais do país está justamente na mais alta Corte de Justiça do território nacional.

O texto destaca que nenhum tribunal está isento de prestar contas à sociedade, reforçando que o respeito às leis deve valer para todos os cidadãos, sem exceções ou privilégios corporativistas.

FONTE/CRÉDITOS: Gabrielle Gonçalves