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A Justiça Eleitoral de Santa Catarina ordenou a remoção de um vídeo antigo envolvendo a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) que havia ressurgido nas redes sociais. A gravação de 2014, republicada por um perfil de esquerda seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou ampla discussão e foi derrubada por atribuição falsa à parlamentar.

O material foi inicialmente disseminado pelo perfil “Pesquisas e Análises Eleições” no Instagram, conhecido por divulgar conteúdos com críticas direcionadas a figuras políticas e membros da direita. Entre as publicações recentes da página, destacam-se postagens sobre o senador Flávio Bolsonaro, outros parlamentares conservadores e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No vídeo em questão, que não possui áudio, uma mulher aparece dançando em Ibiza, na Espanha. Júlia Zanatta é quem manuseia a câmera e, em determinado momento, aproxima a imagem da dançarina. Este conteúdo provocou uma série de comentários de usuários, que questionaram a postura da então não-parlamentar.

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A repercussão foi significativa, especialmente considerando que a deputada é atualmente uma proeminente defensora de pautas conservadoras no Congresso Nacional. A disseminação do vídeo no X, antigo Twitter, também intensificou o debate, com muitos usuários criticando a alegada incongruência entre as imagens e o posicionamento político atual de Zanatta.

Decisão da Justiça Eleitoral

A determinação para a retirada das publicações partiu da Justiça Eleitoral de Santa Catarina. Conforme esclarecido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), as imagens da dançarina são autênticas, porém, não retratam Júlia Zanatta como participante da dança, mas sim como a pessoa que estava filmando.

O tribunal fundamentou sua decisão no fato de que as legendas que acompanhavam o vídeo atribuíam falsamente à deputada a autoria e a participação direta na cena. Além disso, as publicações associavam as imagens a comentários depreciativos sobre a parlamentar, o que justificou a remoção do conteúdo das plataformas digitais.

FONTE/CRÉDITOS: Neila Guimarães